"Enquanto houver, neste País, um só homem sem trabalho, sem pão, sem teto e sem letras, toda prosperidade será falsa."
Tancredo Neves

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PLANTÕES

O PSDB-Petrópolis realiza plantões todas as terças-feiras,  das 17 às 19 horas - Ramon Mello ( Presidente).

Os interessados procurem a nossa sede, que se encontra na Rua 16 de Março, 90, sala, 501, Centro, Petrópolis/RJ - Tel.: 2237 8022.

Serra demonstra vontade em assumir o PSDB

Um dia depois da divulgação de um abaixo-assinado em favor da recondução de Sérgio Guerra à presidência do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (27) que a discussão é "extemporânea". E que, se quiser concorrer, o ex-governador José Serra terá seu apoio.
"Nem sei se o Serra será candidato a presidente do partido. Mas, se quiser, terá meu integral apoio", disse Alckmin, afirmando, no entanto, que essa discussão deverá ocorrer em maio.
Na manhã de ontem, após um telefonema de Guerra a Alckmin, deputados do PSDB --inclusive secretários do governo de São Paulo-- assinaram documento de apoio à reeleição do senador.
Segundo tucanos, Alckmin chegou a ser consultado por deputados já com a reunião em curso. Mas, naquele momento, não deteve o movimento porque já estava lançado.
Após a deflagração de uma crise no PSDB, Alckmin afirmou ter sugerido a Guerra que esperasse um pouco mais. "Essa é uma questão extemporânea. [...] Ontem, quando o Sérgio Guerra me telefonou, disse a ele minha opinião", afirmou Alckmin.
Mas, ainda de acordo com tucanos, Guerra teria alegado que todos os governadores apoiavam o documento.

Fonte: Folha de São Paulo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PSDB-RJ começa a se refazer

PSDB: Marcello pede renúncia de Zito, que reavaliará se larga o cargo


Em uma tensa reunião realizada para avaliar o desempenho eleitoral do PSDB, ontem de manhã, o ex-governador Marcello Alencar, um dos caciques tucanos no Rio de Janeiro, pediu a renúncia do presidente estadual do partido, José Camilo Zito dos Santos Filho. Prefeito de Duque de Caxias, Zito chegou ao cargo pelas mãos do próprio Marcello, que agora o acusa de ter feito corpo mole na campanha eleitoral, negando apoio ao candidato a governador pela coligação PSDB-PV-PPS-DEM, o deputado federal Fernando Gabeira (PV).

Zito jamais escondeu que não aceitava a candidatura de Gabeira e apoiou a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), num acordo que nunca negou. Em Caxias, Cabral recebeu 306.381 votos (74,45%), contra 54.339 (13,21%) de Gabeira. No segundo turno da eleição presidencial, Dilma Roussef (PT) bateu José Serra (PSDB) por 73,28% a 26,72%. Com os números na mão, Marcello atacou Zito, jogando em sua cara a derrota sofrida dentro de casa.

- O Marcello surpreendeu todo mundo. Ele está muito indignado com a postura do Zito e o questionou para valer. Ele disse que gostava muito do Zito, que sempre lhe deu amparo mas não dava mais para ficar - conta um tucano de alta plumagem.



Zito apresenta renúncia, mas diz que reavaliará decisão


Em resposta, o prefeito questionou a liderança de Marcello, presidente de honra do partido, e apresentou a sua renúncia. O pedido, no entanto, não foi analisado.

- Foi mais uma atitude falha do (ex-)governador, como ele já fez com tantos outros. A presidência do partido não é a minha meta e nem ele deixará de ser meu ídolo. Ele falou da má performance do Serra e do Gabeira, e da minha relação com o governador Sérgio Cabral, que é leal e verdadeira. Mas eu sei distinguir o Zito prefeito do presidente - afirmou Zito, que se disse obrigado a acatar o nome de Fernando Gabeira como o candidato dos tucanos ao governo:

- A minha maior falha foi ter sido democrático. Sempre defendi candidaturas próprias. A decisão não foi minha e não aceitam que ponham a culpa nas minhas costas. Fui o único prefeito que se pôs à disposição do Serra e não perdi tempo em dizer que as atitudes do Marcello deixam a desejar.

Zito, porém, diz que pode reavaliar a decisão de renunciar à presidência do partido. A reunião de ontem foi interrompida e adiada para o dia 13.

- Eu pedi para sair e o Márcio Fortes interrompeu a reunião. Vou repensar direitinho e, quem sabe, o Marcello também não reveja seus conceitos? Aliás, o partido tem que rever muita coisa e certos conceitos, como os que vimos nas eleições para prefeito e governador (ambas com Gabeira na cabeça de chapa). Não podemos pensar pequeno e nem nos apequenar.



Intervenção a pedido da executiva nacional

Presente à reunião, a vereadora Andréa Gouveia Vieira disse que a reação do ex-governador surpreendeu o tucanato.

- Foi esquisitíssimo. O Luiz Paulo Corrêa da Rocha e o Otávio Leite (deputados estadual e federal, respectivamente) fizeram uma análise do quadro sem dar nomes. Então, de repente, o Marcello pediu a saída do Zito com todas as letras por causa do comportamento dele e por ter agido sem consultar o partido. Eu levei um susto - contou a vereadora.

O susto da vereadora não é para menos. Zito sempre foi o queridinho de Marcello. Mesmo quando trocou o PSDB pelo PDT e pelo PMDB, o prefeito nunca perdeu a estima do ex-governador. De acordo com a parlamentar, Márcio Fortes teria agido em nome da executiva nacional, agradecida ao empenho de Zito na campanha de José Serra. De fato, o paulista teve 39,52% no estado, no melhor desempenho tucano por aqui desde a era FHC.

- O Márcio interveio em nome da executiva nacional e pediu para que o Zito reconsiderasse sua decisão, que não cabia aquilo ali e que voltasse atrás. O Marcello ficou irritadíssimo. Foi a primeira vez que o vi desautorizado. Na verdade, caiu a ficha de que o Zito não pode presidir o partido mas, ao mesmo tempo, não se pode abrir mão de seus votos. Já perdemos Sérgio Cabral, Denise Frossard e Eduardo Paes. Só sobrou ele - diz a vereadora.



Serra convenceu Zito a engolir Gabeira

No processo pré-eleitoral, Zito foi convencido por José Serra a fechar a aliança com Gabeira. O ex-governador de São Paulo argumentou que o PSDB não tinha um nome forte no Rio e que só Gabeira poderia servir de sustentação à sua candidatura. O problema se agravou com a confirmação da candidatura da senadora Marina Silva pelo PV.

- O Zito teve ali uma boa desculpa para não apoiar o Gabeira. O problema, o tempo todo, era com o Gabeira - completa Andréa Gouveia Vieira.

Procurado, Marcello Alencar não foi localizado.

Fonte : Extra

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aécio defende "refundação" do PSDB

Ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves, defende a "refundação" do PSDB para recuperar sua "identidade". Para isso, propõe refazer o programa partidário dos tucanos até maio do próximo ano.
O novo texto, segundo ele, defenderia sem "constrangimentos" as privatizações do governo FHC e, ao mesmo tempo, fugiria de armadilhas eleitorais fixando que empresas como Banco do Brasil e Petrobras devem ser preservadas como estatais.
No Senado, o tucano mineiro promete uma "oposição generosa" à presidente Dilma nas discussões sobre as grandes reformas e "aguerrida" na defesa das instituições democráticas, da ética e na fiscalização dos atos do Executivo.
Aécio repete que o presidente Lula "atropelou algumas das nossas instituições" durante a campanha, mas diz que a "eleição está passada" e a "presidente foi eleita legitimamente".
Preterido na disputa interna por José Serra, ele evita criticar o colega paulista, classificado por ele de "um guerreiro". A seguir, trechos da entrevista. 

Derrotado, qual o papel do PSDB no governo Dilma?
Aécio Neves - Existiu um pensador inglês que deixa um ensinamento tanto para o governo que assume como para a oposição. Benjamin Disraeli, primeiro-ministro da Inglaterra (1804-1881), dizia que para haver um governo forte é preciso haver oposição forte. É esse papel que temos de desempenhar.
O PSDB precisa de mudanças diante das últimas três derrotas, em que sempre esteve em conflito com seu passado?
Avalio que estamos no momento de refundar o PSDB para recuperar nossa identidade partidária. Por isso, estarei propondo ao partido que, daqui até maio, quando teremos nossa convenção partidária, possamos refazer e atualizar o nosso programa partidário.
Vou sugerir um grupo de três notáveis do partido para coordenar essa refundação do PSDB, conduzir conversas com setores da sociedade, instituições organizadas, para que nesse período possamos construir um novo programa partidário.
Quem seriam os três notáveis?
O presidente Fernando Henrique, o candidato Serra e o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.
Qual a linha dessa refundação?
Que fale da nossa visão sobre privatização sem constrangimentos. Temos de mostrar como foi importante para o país as privatizações das telecomunicações, da Embraer, da Vale. Ao mesmo tempo assegurar, de forma clara, que existem empresas estratégicas do Estado que não estarão sujeitas a qualquer discussão nessa direção, como o Banco do Brasil, a Petrobras.
O sr. quer acabar com as armadilhas eleitorais em que o partido caiu nas últimas eleições?
Temos de falar disso com altivez, reconhecendo e assumindo o nosso legado. Não existiria o governo do presidente Lula com seus resultados se não tivesse havido os governos Itamar Franco e Fernando Henrique.
É uma defesa do passado?
Não, sugiro mais, um novo pacto federativo. Criaria novos critérios para cargos de confiança, profissionalização do funcionalismo público, enxugamento violento dos cargos de confiança do governo.
Devem fazer desse novo programa também a defesa da liberdade de imprensa, dos próprios valores democráticos, questões como a da reforma política, do voto distrital misto.
Propor ainda uma política externa baseada no tripé que passa pelas relações com países que defendam democracia, os direitos humanos e respeitem nossos interesses comerciais.
O ex-presidente FHC disse que não mais apoiará um PSDB que não defenda seu passado. Está em linha com o que defende?
Eu compreendo a angústia do presidente, mas não vou, numa hora dessa, olhar para trás, vou olhar para a frente. O governador Serra defendeu com extrema altivez e coragem pessoal as teses que achava que deveria defender, foi um guerreiro nessa campanha, defendeu valores extremamente importantes.
E sobre lançar daqui a dois anos o candidato do PSDB a presidente em 2014, tal como propôs FHC?
Não sei se é hora de pensar nisso. A vida é feita por etapas, não podemos é correr o risco de ter um processo atropelado no final.
O momento é mais de a "luta continua", fala de José Serra após a derrota, ou de estender a mão, de Dilma Rousseff?
Temos como exercer uma oposição aguerrida na defesa das nossas instituições, da própria democracia e na fiscalização permanente das ações do governo, colocando limites em eventuais excessos. E, ao mesmo tempo, exercermos uma oposição propositiva, que apresente propostas em torno de uma agenda de Estado, e não de governo. Aí entra na pauta a agenda das grandes reformas. Devemos estar dispostos a sentar à mesa na busca de construção de consensos em torno dessas reformas.
Quais?
Começo pela política, que reorganize nosso sistema político e partidário. A tributária, que aponte na direção da redução da carga tributária. Reforma do Estado brasileiro, que fortaleça Estados e municípios, que vêm sendo fragilizados nos últimos anos. Além da construção de uma política industrial racional, que nos tire da armadilha em que entramos, que nos transforma em exportadores de produtos primários e importadores de produtos manufaturados.
Na discussão desses temas, a próxima presidente encontrará uma oposição generosa, e, ao mesmo tempo, firme na defesa das instituições democráticas, nos limites éticos.
O presidente Lula pediu à oposição que não seja raivosa em relação ao governo Dilma.
Não vamos fazer aquela oposição raivosa exercida pelo PT ao governo FHC, votando contra tudo. O próprio PT deve ter aprendido com isso. O Brasil está maduro para ter outro tipo de oposição. Não me sentirei diminuído, ao contrário, se for convidado a sentar à mesa com outras lideranças para discutir questão previdenciária, política, tributária, reforma do Estado.
Durante a eleição, sua relação com o presidente Lula, que sempre foi boa, ficou desgastada.
Olha, temos de compreender isso como parte do processo eleitoral. Passado o calor eleitoral, todos temos de ter a disposição para conversar. Só uma oposição frágil e insegura se negaria a discutir temas com o governo essenciais à vida nacional.
O presidente Lula extrapolou na eleição de 2010?
A eleição está passada. Quem tem de fazer esse juízo é a sociedade. A presidente foi eleita legitimamente, tem todo direito de montar seu governo da forma que achar mais adequado, encontrar seu norte político.
A fila andou no PSDB? O sr. é o próximo candidato a presidente?
[rindo] O PSDB nunca teve dificuldades de quadros, continua não tendo. Só alguém neófito em política se lança candidato de si próprio. Eu estarei à disposição do partido para cumprir o papel que me designar.
Quem foi o personagem da eleição de 2010?
O presidente Lula. Construiu uma candidatura à revelia do seu partido e venceu. Essa é a marca que fica. Atropelando em determinados momentos algumas das nossas instituições, mas venceu as eleições e temos de reconhecer essa vitória, não nos fragilizarmos a partir dela.
O sr. pode sair do PSDB?
Meu destino é no PSDB.
Defende a abertura de uma janela partidária para troca de partidos no próximo ano?
Não acho que seja o essencial. Deveríamos voltar a discutir a cláusula de desempenho, que limita o número de partidos. Defendo a volta da cláusula de barreira, que limite o funcionamento dos partidos na sua representatividade da sociedade. 

Fonte : Folha de São Paulo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conclusões : PSDB pós 2010


Após esse ano cheio de campanhas , disputas , escândalos e eleições temos que tirar nossas considerações e analisar como o PSDB ficou depois de tudo isso . A conclusão obvia é que não chegamos onde queríamos , a eleição presidencial era algo esperado a muito tempo , no momento em que o atual Presidente Lula não pode mais se candidatar a oportunidade surgiu e parecia simples e banal a vitoria , mas não foi , o carisma e a habilidade do Lula foram transferidas para Dilma com uma facilidade que poucos esperavam e com isso conseguiram a vitoria , não só por mérito do PT mas também por grande desmérito do PSDB que achou que já estava ganha a eleição de Serra assim como mostravam as pesquisas de inicio de julho onde ele aparecia em algumas situações vencendo no 1º Turno . O PSDB se centralizou em São Paulo e esqueceu que depende dos outros Estados para vencer , precisa se fortalecer em estados onde esta esquecido como aqui no Rio de Janeiro onde a muito não tem um candidato próprio a Governador e dar oportunidades aos novos nomes tucanos que aparecem no cenário nacional como Aécio Neves que poderia ter sido a carta na manga de nós sócias-democratas . Agora que sabemos os erros que cometemos precisamos admiti-los e agir para mudar , 2014 esta ai e temos que nos preparar , ainda mais se como o Presidente do PSDB Sérgio Guerra disse , que vamos lançar o nosso candidato a presidente em 2012 . Mas apesar de todos os erros cometidos esse ano temos algo a comemorar , o PSDB conseguiu o maior números de Governadores eleitos com um total de 8 estados e 64.500.000 eleitores para representar , o que da quase a metade dos eleitores brasileiros , isso fora as alianças que o partido pode trassar ao longo desses 4 anos , elegemos Aécio Neves a Senador e que tem grandes chances de ser o Presidente do Senado . Em suma , não conseguimos realizar o nosso objetivo principal , mas saímos mais fortes para tentar novamente e vamos tentar .